quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Um veneno doce, chamado açúcar...?


O açúcar vícia? Mas afinal porque não resistimos a um doce???

A resposta é simples:

«O açúcar estimula a secreção de serotonina e dopamina, dois neurotransmissores que nos fazem sentir bem e que nos dão prazer» - explica Cristina Sales- «Por isso, quando estamos mais tristes ou ansiosos, e abrimos o frigorífico ou a porta da despensa em busca de uma guloseima, não fazemos mais do que procurar alimentos que nos proporcionam uma subida imediata da serotonina e da dopamina. Quando comemos açúcar, o cérebro fica em alta e nós também. O problema é que quando a serotonina baixa, sentimos os efeitos da quebra e somos incitados a comer mais doces, com todas as complicações que daí advêm» adverte a médica. 


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Olá a todos! 
As palavras que acabaram de ler, são um excerto de um artigo publicado na revista Notícias Magazine, que acompanhou o Jornal Diário de Notícias, no passado sábado dia 01-09-2013 (podem ler o artigo na íntegra aqui).
 
Achei o artigo bastante interessante, e fez-me relembrar, uma vez mais, o porquê de ser tão importante o corte dos hidratos de carbono, especialmente os de assimiliação rápida (hidratos de carbono simples), numa dieta de perda de peso.
 
Resolvi então partilhar com vocês um resumo daquilo que li, sobre o mal que nos faz a ingestão descontrolada de alimentos ricos em açúcar.

 
Durante milhares de anos, o açúcar era apreciado como especiaria, sendo um bem raro, pois apenas se encontrava na fruta, em algumas plantas, raízes e no mel. O nosso organismo estava habituado a armezana-lo, sob a forma de glicose, criando uma reserva para dela obter energia, nos periodos de carência.

A mudança surgiu com a Revolução Industrial, na qual o homem colocou de lado as farinhas e os grãos integrais (açúcares de absorção lenta e ricos em fibra, vitaminas e minerais), e passou a consumir cereais refinados (açúcares de absorção rápida, e que rapidamente se transformam em glicose).

Tudo piorou, quando na 2ª metade do Séc. xx, o açúcar  (a sacarose e também a frutose e outros glícidos) começaram a ser usados como aditivos na industria alimentar.





Robert Lustig, um distinto endocrinologista pediátrico americano, que também é professor na Universidade da Califórnia, em São Francisco, está em guerra com a indústria alimentar, há vários anos, acusando: «é a responsável pelo aumento da obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardíacas e fígado gordo de causa não alcoólica. Tudo por causa do açúcar refinado que é adicionado à generalidade dos alimentos processados»



Ricardo Silvestre, um especialista em fisiologia e metabolismo humano, partilha da ideia de Lustig de que o açúcar é um veneno. E explica porquê: «o açúcar uma vez metabolizado transforma-se em glicose, a energia de que o corpo necessita para funcionar. Mas há sacarídeos e sacarídeos. O açúcar é uma substância sem qualquer valor nutricional - fornece calorias vazias, de absorção rápida, e causa problemas metabólicos, nomeadamente obesidade, colesterol alto, hipertensão e níveis elevados de glicemia e insulina, que podem provocar doenças graves. Os únicos sacarídeos de que precisamos são os hidratos de carbono complexos, com fibra, vitaminas e açúcares naturais, que são absorvidos lentamente pelo organismo.»
 
E continua: «Se todos os dias comermos cereais açucarados ao pequeno-almoço, hambúrguer no pão e refrigerante ao almoço, leite achocolatado e um bolo ao lanche, pizza e refrigerante ao jantar, iogurte açucarado ao deitar (alimentos com doses elevadas de açúcares adicionados), o que é que acontece? É simples, - diz o especialista - «O organismo é incapaz de consumir tanta glicose e guarda-a para usar mais tarde. Armazena-a no fígado sob a forma de glicogénio. Mas como lhe damos excesso de açúcar todos os dias, aquelas reservas também não são usadas e acabam por ser transformadas em gordura. É esta a origem da síndrome metabólica. E também é por isso que as crianças que habitualmente bebem refrigerantes, comem bolos, gelados, gomas, chocolates e por aí fora começam a engordar», explica Ricardo Silvestre. 



«A obesidade é a face mais visível de um problema maior», - afirma Cristina Sales, uma médica do Porto que há muitos anos estuda a relação entre alimentação e doença - «... para impedir que os níveis de açúcar no sangue disparem após uma refeição, o pâncreas liberta insulina. Quando a glicose baixa, o pâncreas pára a produção de insulina e começa a libertar glucagon, a hormona que transforma a energia armazenada, o glicogénio, em glicose. Mas se comermos alimentos açucarados em excesso e com regularidade o pâncreas está sempre a produzir insulina e a armazenar glicose.
Resultado? O organismo começa a fazer os chamados picos de insulina, que estão na origem de muitas complicações. Uma delas é a resistência à insulina, que começa por se manifestar através de hipoglicemia, fadiga, sonolência apôs as refeições, alterações do humor, inchaço, aumento da gordura abdominal, dos triglicéridos e da pressão arterial. Com o passar dos anos, - explica Cristina Sales - vem a inflamação, a obesidade, a diabetes tipo 2, a aterosclerose, a doença cerebrovascular e o fígado gordo.»

Como é óbvio, a prevenção destas doenças passa pela mudança drástica da nossa alimentação. Não me refiro a deixar-mos de comer aquilo gostamos, mas sim, e como aprendemos com esta dieta, passar a fazê-lo de uma forma mais equilibrada e menos rotineira. Cristina Sales refere ainda: «.. o que verifico nos doentes que acompanho é que grande parte das doenças associadas à alimentação, e sobretudo ao consumo de açúcar, são evitáveis e às vezes reversíveis só com mudanças na alimentação.» 




 


É verdade que hoje em dia algumas marcas da industria alimentar, já começam a lançar alguns produtos com um teor de açúcar menos elevado, como é o caso de algumas gelatinas sem adição de açúcar (usando adoçantes), bolachas, cereais.. etc.

Também é verdade, que esse tipo de produtos não são amigos do nosso bolso, pois por vezes são praticamente o dobro do preço, comparando com o mesmo tipo de produto "não-light". 




Para concluir, acho acima de tudo importante, estarmos consciencializados quanto aos malefícios que o abuso da ingestão de açucares traz ao nosso organismo, e assim, tentar fazer uma alimentação mais equilibrada.


Não temos essencialmente de deixar de comer aquilo que gostamos, mas tal como a Dra. Ágata Roquette diz, devemos fazê-lo "com conta, peso e medida"!





E é tudo por hoje, espero que tenham gostado, e vos sirva de motivação para continuarem no "bom caminho"! ;)


2 comentários:

  1. Olá,Saudações, tudo bem? Quero parabenizar pelo artigo. Sem dúvida algum o açucar é um veneno disfarçado.É preciso haver uma redução maior nos alimentos e começar substituir pelos adoçantes. O fato é que o vício de comer doces constantemente é quem predomina na maioria das vezes as nossas emoções. Existem três fatores principais pelo qual nos motiva a comer pelas emoções. Segundo a Psicoterapeuta dos Estados Unidos, Tricia Nelson são eles: 1º aliviar uma dor ou desconforto emocional, 2º uma forma de escapar da realidade um pouco e 3º como forma de se punir ou se conformar de algo que está lhe causando algum desconforto.
    Como controlar a compulsão por doces?
    tem um artigo aqui>http://bit.ly/155TcW7 muito interessante Como controlar esse vício definitivamente.
    Abraço e Sucesso Sempre.

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    Respostas
    1. Olá Vicente!
      Que bom vê-lo por aqui.
      Obrigada pela partilha ;)
      Beijinho e desejos de sucesso também

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