quarta-feira, 15 de maio de 2013

A Dieta dos 31 Dias e a sua origem...

Olá a todos!
Muito se tem falado sobre a Dieta dos 31 Dias, muitas coisas positivas, mas também algumas negativas. Um destes dias, cruzei-me com uma publicação negativa sobre a Dra. Ágata Roquette e sobre os seus livros (que, se quiserem podem ler aqui), que me deixou intrigada, pois tal é o poder de crítica, que conseguiu ser feita baseando-se num ligeiro folheamento do livro, sem este ser lido na íntegra... Interessante... mas continuando...
Convém recordar, e no livro a Dra. menciona isso, que esta sua Dieta dos 31 Dias teve como base outras dietas conhecidas a nível mundial, a Dieta de Atkins, a Dieta Dunkan e a Dieta de South Beach. Pegando nas ideologias e resultados destas dietas, e após um auto-teste à sua eficácia, a Dra. Ágata criou a dieta dela, adaptando-a aos nossos hábitos e cultura, dando assim origem ao livro que conhecemos.
Para conhecer um pouco mais sobre estas dietas que falei, lá fui eu em busca de informação, a qual, como é lógico :), resolvi partilhar com vocês!
Peço desde já desculpa, pois este post irá ser um pouco extenso, mas há assuntos que não dá para resumir muito!
Como introdução preciso falar-vos quem são os protagonistas destas dietas:
Dieta de Atkins - Foi desenvolvida pelo cardiologista americano Robert Atkins nos anos 70. Ficou mundialmente famosa por reduzir rapidamente o peso sem cortar a ingestão de proteínas e gorduras.
Dieta de Dunkan - Também conhecida como Dieta Francesa ou Prototal, foi criada há cerca de 10 anos pelo nutricionista francês Pierre Dukan. A dieta segue a mesma linha da Dieta Atkins.
Dieta de South Beach - Desenvolvida pelo médico cardiologista Dr. Arthur Agatston, director do Hospital Cardíaco Mount Sinai Prevention Center em Miami, é uma dieta igualmente baseada no baixo teor de hidratos de carbono.

Pelo que percebi, a ideologia de dividir a dieta em fases é comum ás três dietas, bem como o "ataque" aos hidratos de carbono. Como forma de comparação, deixo-vos os pontos em comum das 3 dietas:

- A base da alimentação numa fase inicial é fundamentalmente de proteínas e algumas gorduras.

- Redução drástica dos hidratos de carbono (numa primeira fase), levando o organismo a esgotar a sua reserva de glicogénio (no figado), forçando-o assim, pela falta de ingestão de hidratos, a queimar as gorduras que estão acumuladas.

- Reintrodução gradual de alguns hidratos de carbono, tais como, frutas.

- Perda de peso significativa e rápida, numa primeira fase, sendo esta mais lenta, mas igualmente consistente, nas fases seguintes.

- Não se sente fome durante a dieta, pois a proteína é saciante.


Imagem retirada da internet
e editada
Contudo, estas dietas foram bastante discutidas e criticadas por vários especialistas, pelo facto de supostamente serem prejudiciais à saúde, uma vez que previligiam o consumo de gordura, situação que, segundo eles, pode levar por exemplo, ao aumento do colesterol, bem como ao aparecimento de problemas de sobrecarga renal, pela alta ingestão de proteína, uma vez que esta liberta amina, que ao ser libertada através da urina, pode causar sobrecarga nos rins.
Quem leu o livro A Dieta dos 31 Dias, irá recordar que a Dra. Ágata referiu esta situação relativamente á polémica das dietas de que falei agora, e que por isso fez alguns ajustes na sua dieta, controlando desta forma as gorduras ingeridas. Manteiga por exemplo não podemos comer, mas nas outras pode-se.
Ainda assim, há aqui um promenor que me chamou á atenção. Nas minhas pesquisas, e ao ler as Biografias dos 3 médicos, reparei que tanto o Dr. Robert Atkins como o Dr. Arthur Agatston, são médicos especializados em cardiologia e tiveram em comum, a criação de uma dieta com o fim de ajudar os seus pacientes, com riscos de ataques cardíacos e colesterol alto, a baixar estes níveis, melhorando assim a composição do sangue e consequentemente a prevenção de ataques cardíacos e derrames.
Será então verdade, que estas dietas são prejudiciais à nossa saúde? Será que estamos obrigados a cumpri-las "á risca" para toda a vida, obrigando o nosso corpo a viver sem hidratos de carbono?
Isto são perguntas que deixo no ar, para que cada um de vós pense um pouco no assunto, e façam também a vossa própria análise. Contudo vou deixar a minha opinião pessoal:
Na minha opinião, e após ler os 2 livros da Dra. Ágata, na íntegra, posso dizer, mesmo não tendo formação na área, que esta dieta não me parece ser prejudicial á nossa saúde, mas sim benéfica, ora então vejamos:
Nos nossos antepassados, lá no ínicio da história, quando o ser humano começa a viver em civilização, havia alimentos processados? Não... a maioria do que comemos hoje em dia, foi inventado pelo homem, e é comida processada pela indústria. E se os hidratos de carbono são assim tão importantes como viviam eles nesses tempos?
Imagem retirada da internet
É simples, viviam do que a natureza lhes dava. Da carne e peixe que caçavam, da agricultura que entretanto começaram a explorar, sendo que, comiam também alguns alimentos com hidratos de carbono, mas no seu estado natural e que continham outros nutrientes á mistura, as fibras por exemplo (nos frutos e legumes), e não alimentos processados como hoje em dia comemos aos montes (arroz branco, por exemplo).

Quem lê o livro da Dra., fica com a ideia do que acontece ao ingerimos grandes quantidades de hidratos de carbono, quando se tem uma vida sedentária. Por isso, nesta dieta, reduz-se a quantidade de ingestão de Hid. de Carb., obrigando desta forma, o nosso corpo a recorrer á gordura acumulada para se "alimentar", quando sente a falta dos hidratos.
Contudo esta redução, só é mais significativa, na 1ª fase, que dura apenas 15 dias, sendo que depois, e a Dra. explica isso, volta-se a introduzir a fruta e sopa, pois o nosso corpo precisa destes alimentos.
Quando são atingidos os resultados pretendidos, podemos voltar a ter uma vida normal, comendo de tudo, pois é aconselhado, mas tendo sempre atenção ao que foi aprendido nos  livros, pois devemos sempre dar prioridade aos alimentos com hidratos de carbono complexos e de lenta absorção (arroz integral, massa integral, pão de cereais...), em vez dos hidratos de carbono simples e de rápida absorção (pão, arroz branco, doces em geral...).
Não devemos ser "nem tanto ao mar", "nem tanto á terra", pois todos os nutrientes são necessários em uma dieta saudável (para manter o peso e viver bem), apenas necessitamos de aplicar as tão polémicas restrições, por um periodo de tempo, a fim de conseguirmos que o nosso corpo queime a gordura acumulada, que adquiriu devido á vida sedentária que levamos.
E até, após atingirmos o peso ideal, podemos também começar a ganhar o hábito de nos exercitarmos, pois assim melhoramos também o nosso sistema cardiaco, e como dispendemos bastante energia, podemos relaxar mais no controlo do que comemos, pois será efectivamente queimado!
Relembro que o que aqui foi escrito, foi alvo de pesquisas,
e é também "a minha opinião"!
Cada um deve fazer a sua análise do assunto e tirar as suas próprias consclusões.


Espero não ter sido muito massiva no assunto! Achei interessante falar um pouquinho sobre o que li, e partilhar com vocês a minha opinião. Espero que tenham gostado! ;) 


Fontes de Pesquisa:

- Dieta de Atkins - Site Nutridoc
- Dieta de Dunkan - Site Dieta e Saúde
- Dieta de South Beach - Site Nutridoc
- Alimentação - Blog Dieta do Dr Atkins Brasil  /  Site drrondo
- Livro a Dieta dos 31 Dias de Ágata Roquette

4 comentários:

  1. Adorei a tua pesquisa Nocas e concordo com a tua conclusão na íntegra! Nós cá em casa, não estamos só de dieta, mas sim, e mais o + que tudo que eu, estamos a re-educarmo-nos na nossa alimentação e para toda a vida, não só para 1, 2 ou 3 meses! Acho a aprendizagem do livro (só tneho o 1º) muito importante e uma informação válida para sempre! Beijinhos!

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  2. Tal e qual como eu e o C.! :)
    Há coisas que pretendo continuar a usar, como por ex. o arroz integral, as massas... E sobretudo evitar a ingestão de hidratos de carbono ao jantar.
    Acho também que na medicina muito se diz, mas muitas vezes não há factos científicos que o comprovem. Eu sinto-me bem e isso é que importa.
    Em relação aos livros guardo-os a sete chaves :), porque volta e meia vou lá recordar as regras.
    O 2º livro também é interessante pois tem dicas adicionais, por exemplo, como fazer desintoxicações após grandes festas.
    Beijinhos ;)

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  3. Desculpe o comentário tardio. Gostei muito da sua avaliação comparativa. Vejo que também tem andado a ler sobre Dieta Paleolítica. Para mim, tem uma lógica esmagadora. O consumo de alimentos processados, gluten e lacticinios, deve ser o maior responsável pelas doenças da actualidade!
    Vou só acrescentar às suas observações: as dietas low-carb não são no-carb. Além dos poucos hidratos de carbono permitidos, todos os legumes contêm quantidades variáveis de hidratos de carbono. Não precisamos, de facto, de comer batatas, arroz, massa, açúcar, etc. no quotidiano.
    Só 30 % da gordura ingerida vai contribuir para o colesterol plasmático (que é indispensável à vida, não é um veneno!!!). 70% é sintetizada pelo organismo, a partir da gordura animal saturado e dos hidratos de carbono, sobretudo dos açúcares, nomeadamente da frutose!
    Parabéns pelo seu blog. :)

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    1. Também peço desculpa pois só agora pude responder. Muito obrigada pelo seu comentário e contributo. ;-)

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